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Final Nacional de Juvenis de Futsal - 1ª Mão

24.06.2010 - 00:00 | 0 comentários

Há jogos assim...

Domingo, 20 de Junho, Pavilhão Municipal Senhora da Hora – Matosinhos

Boavista 7 / ABC de Nelas 0

Se contra 5 não estava a ser nada fácil, bem pelo contrário. Contra 7 tornou-se impossível!

Final Nacional Juvenis de Futsal - 1ª Mão

A vitória do Boavista não tem discussão. Nenhuma. Foi claramente a melhor equipa que esteve este Domingo em Matosinhos. Agora a arbitragem na 2ª parte foi deplorável e prejudicou escandalosamente o ABC de Nelas, distorcendo clara e inequivocamente o resultado final.

Primeira nota: venceu a melhor equipa. Segunda nota: a vitória é justíssima e não se questiona. Terceira nota: A arbitragem na 2ª parte prejudicou escandalosamente o ABC de Nelas e distorceu exageradamente o resultado final.

Defrontaram-se 2 clubes amigos de longa data – o ABC de Nelas e o Boavista FC.

O adversário do clube nelense nesta final é uma equipa fortíssima, com inúmeras soluções de "banco", jogadores de grande classe individual, bem trabalhada, muito competitiva (devido também à grande intensidade do seu campeonato) e cheia de raça, como é seu timbre. Esta equipa venceu a competição mais disputada do país, a A. F. Porto e chegou a esta final com somente 1 derrota.

O ABC de Nelas chegou a esta final com também somente 2 derrotas. No percurso, e após a conquista do título distrital, um brilhante desempenho na 1ª Fase do Nacional, onde levou de vencida os campeões de Aveiro (Covão lobo), Coimbra (Académica de Coimbra) e Leiria (Ribafria), culminando com a dupla vitória nas meias-finais.

O ABC de Nelas entrou mal no jogo. A equipa começou muito nervosa (o que se estranha uma vez que nesta equipa já há alguma experiência destas andanças), parecendo também constrangida. O petardo lançado antes do início do jogo em pleno pavilhão também não ajudou (e é bastante censurável. Se no futebol é recriminável, dentro de um pavilhão...). Em tantos anos de desporto de pavilhão foi a 1ª vez (esperemos que a última) que assistimos a uma situação desta natureza. O apoio das massas associativas é salutar e dá um grande colorido e festa ao espectáculo desportivo, não deve é estar nunca acima da integridade física e do bem-estar das pessoas.

A equipa do "Coração do Dão" cedo sofreu o 1º golo, estavam decorridos pouco mais de 3 minutos de jogo. Numa perda de bola em superioridade numérica viria a sofrer o 2º golo. Cria então 2 boas ocasiões, bem contrariadas pelo guardião contrário. O 3º golo resulta de mais uma perda de bola em transição ofensiva, podendo logo de seguida reduzir a desvantagem numa magnífica jogada de Paneira que termina com um chapéu, com as medidas largas, ao GR e a bola a tocar na parte superior da trave da baliza. O 4º e último golo da 1ª parte foi mais do mesmo. A equipa estava com posse de bola a pouco mais de 20 segundos do final do 1º tempo, perde a bola, contra-ataque e 4:0, resultado com o qual se chegou ao intervalo.

Na 2ª parte a equipa entrou transfigurada, para bem melhor. Com outra atitude, sem receios, a equipa mandava no jogo, criando nos 5 minutos iniciais da 2ª parte diversas e soberanas oportunidades para marcar, não concretizadas devido à soberba exibição do GR axadrezado, que defendeu entre outras, 2 situações de 2x0, mas também a alguma ansiedade e inépcia. Só que quem tanto porfia, alcança. Numa jogada de grande classe, de envolvimento de todos os jogadores, o ABC de Nelas reduz para 4:1.

Golo claríssimo, festejado efusivamente pela equipa e adeptos porque fazia com que o ABC de Nelas "regressasse ao jogo", com a convicção de que viria a servir de tónico e alento à equipa para poder ir em busca de um outro resultado e aproximar-se do adversário (este viria a ser o "Momento do Jogo").

Só que...

Adivinhem quem entrou em cena como verdadeiro protagonista?

A arbitragem na 2ª parte foi deplorável.

Anulou-nos 1 golo claríssimo (com a importância referida que teve no jogo), carregou muito cedo (decorridos pouco mais de 4 minutos) a equipa nelense com o limite de faltas (2 delas duplas e no espaço pouco mais de 1 minuto), condicionando-a (a equipa viria a sofrer 4 livres directos), expulsou 2 jogadores injustamente (situações de inferioridade numérica que fizeram avolumar o resultado por 2 vezes), e ao expulsá-los deixa o clube nelense sem 2 jogadores nucleares para o 2º jogo. Tudo por causa do verbo "parecer". Ao árbitro "pareceu-lhe ver o jogador do ABC a puxar a camisola do adversário" (pareceu-lhe...). A expulsão do GR é também ela de bradar aos céus. Parece que lhe pareceu ver o nosso guardião defender fora da área. Parece...

Enfim, não foi pela arbitragem que se perdeu o jogo.

Nem nós temos como apanágio falar da arbitragem ou enveredar por esse caminho.

Mas, num jogo já ele muito difícil, contra uma equipa mais forte, ainda ter os árbitros como "adversários" É DOSE.

Mais, com uma arbitragem decente, diríamos normal (sim porque esta, a arbitragem claro, foi manifestamente anormal. E é melhor ficarmos por aqui), o resultado seria, estamos certos, mais equilibrado. Não esquecer que o ABC de Nelas entrou melhor na 2ª parte, dispondo de diversas e soberanas oportunidades, conseguindo mesmo marcar um golo, estranha e escandalosamente invalidado... e o jogo poderia ter sido outro, pelo menos no que concerne ao score final. Não que se desse "a volta ao jogo", mas certamente o resultado seria bem mais equilibrado.

Mas certo, o que realmente fica, é o resultado.

Parabéns ao Boavista pela belíssima equipa e por continuar a fabricar grandes fornadas de jogadores.

Agradece-se ainda à inúmera massa associativa que acompanhou e apoiou a equipa.

Este Domingo há 2ª mão da final.

A desvantagem é muito grande e o ABC de Nelas vai para este jogo sem 3 jogadores nucleares: Rafa (elemento preponderante do 5 inicial) e os seus 2 guarda-redes (um lesionado e o outro agora castigado).

Mas vamos dar tudo.

Força, rapaziada!

Contamos com a sua presença!

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